
Não percebo nada de futebol. Tão pouco me interesso muito pelo tema.
Mas este fim-de-semana foi impossível ficar indiferente à derrota do Benfica, que qualquer lampião dirá que foi roubada, avançando com mais teorias do que as que eu consigo inventar sobre o Pinto da Costa e a forma mafiosa como suborna árbitros, jogadores, massagistas e até adeptos.
Essas tricas não me interessam. Às vezes parece-me que o mundo do esférico diverge para os temas cor-de-rosa ou para as capas do tabloidismo fantástico com jornais, revistas de cabeleireiro e comentadores televisivos a fantasiarem sobre as subjectividades do mais concreto dos resultados.
É claro que o mundo de futebol é dúbio, mas o produto final de um jogo é sempre exacto, mesmo que injusto, tal como as nossas vidas reais tendem a ser.
Não são raras as vezes em que me arrepio ante as consequências de um duelo como o de sexta-feira.
Não que me preocupe o futuro do Jorge Jesus - que parece uma caricatura de si próprio na forma como fala, se apresenta e se comporta - nem com a continuidade de Vitor Pereira na equipa do F.C. Porto, mas porque jornada após jornada assisti à glorificação do loiro com trejeitos de xunga e à crucificação do moreno com pinta de cigano.
Sinto por isso um certo regozijo com estes revez do destino, com as consequências das derrotas e a capitalização das vitórias.
No futebol, como na vida, passamos num ápice de bestiais a bestas.
Ainda há uns tempos sonhei que era assistente do Jorge Jesus e me deparava com a angustia de ter de o confessar às pessoas que me rodeiam. Não por ele ser do Benfica, mas porque passo a vida a lamentar como é para mim difícil trabalhar com aqueles que não admiro intelectualmente, falha que me tem trazido alguns infortúnios porque nem sempre tenho tido superiores hierárquicos cuja inteligência mereça o meu respeito.
Jorge Jesus lá há-de ter tido o mérito de conseguir motivar a sua equipa, missão que se foi tornando mais fácil jogo após jogo, uma vez que as vitórias têm em si um factor de adrenalina mais mobilizador que qualquer discurso, esforço ou treino.
Nas empresas também é assim: quando os resultados são bons as pessoas trabalham com mais entusiasmo e são eventualmente mais eficazes e produtivas, mesmo que a contribuição de quem as chefia seja apenas uma ou outra palmadinha nas costas e uma intervenção egocêntrica nas reuniões de apresentação de resultados.
Quando os resultados não aparecem, por muito que a equipa se esforce - como dizia o Sá Pinto, por muito que a cabeça queira mas o corpo o não permita (ou algo semelhante) - o líder passa a ser um tirano, ou porque não apoia nem defende quem a ele reporta ou porque num ápice perde o seu brilho e carisma, num caso e noutro induzindo uma letargia e falta de ânimo que converte cada dia de trabalho num tormento.
Volto a frisar que não percebo nada de futebol. Mas percebo muito desta sensação de ser caça ou de ser caçador, de ter de disparar primeiro para não ficar ferido de morte, de ser aplaudida num dia e apupada no outro.
No futebol, como na vida, a sobrevivência é um jogo... Muito difícil...
De campeonato em campeonato...

Como já devem ter reparado, o tema sobre homens e mulheres, juntos, isolados ou ao molhe, é coisa que me fascina.
Esta semana ouvi de dois homens duas descrições incríveis.
Realmente, tenho de admitir, que eles têm uma visão muito mais prática sobre as coisas, simplificando tudo em conceitos básicos, mesmo quando são incapazes de se orientar num shopping (as mulheres apenas se esquecem onde estacionaram o carro) ou de estrelar um ovo (inaptidão que qualquer mulher toma como vantagem dado que, apesar das Bimbys e das dietas da moda, continua a ser verdade que “um homem se conquista pela boca”).
Não tenho a certeza se a expressão refere boca ou estômago mas de toda a forma a versão, tal como a escrevi, consegue ter alguma carga de erotismo já que é com a boca que se beija uma pessoa. Se tivesse de associar um orgão do corpo humano à sedução de um homem, o estômago seria certamente uma das últimas hipóteses.
Seja como for, escrevia-me um leitor que se tornou assíduo no meu blogue, um “Kurioso” que vai comentando o que publico, que as mulheres procuram num homem uma espécie de híbrido: “muito macho na estrada e muito sensível na estrada”. Ora aí está! Por isso os “jipinhos”, que eu apelido de “carros com rodas grandes” têm tanto sucesso entre as mulheres. O facto de serem mais altos do que um carro normal proporciona uma sensação de condução “à la Loubotin” na cidade e uma vertigem de perigo na auto-estrada. No fundo as mulheres procuram isso mesmo: sensualidade e perigo. Um homem que as convide para um jantar romântico, mas que entre a subida no elevador e a entrada em casa seja capaz de lhes desapertar o soutien com toques de artista. Um homem que envia uma mensagem no dia seguinte que as faz corar mas que depois desaparece durante dias provocando insónias e dores de barriga.
A outra descrição fabulosa que ouvi foi “um homem procura uma mulher que fique entre uma Vanessa e uma Benedita”. Dizia o autor da frase, pertencente a um daqueles clãs do Porto que trata todas as pessoas por você, com referência ao nome próprio e ao apelido, como se ser Bernardo, Afonso, Carlota ou Carolina, fossem apenas categorias, assim tipo detergente para a loiça, insecticida, pomada para mazelas ou iogurte, sendo preciso acrescentar-lhe a marca – como Fairy, Ezalo, Hirudoid ou Danone - para atribuir a cada uma destas coisas um significado e um sentido.
Segundo este personagem, as Beneditas são aborrecidas. Têm a mania do “que horror!”, do sexo sem ruído, da postura de “quem engoliu um garfo” e de cerrarem os lábios até que estes convertam num traço de desagrado, como permanente aviso de censura.
As Vanessas, por sua vez, são capazes de cozinhar nuas, usar lingerie de cores berrantes com uma combinação impossível de rendas e seda, chamar o namorado de “babe”, “amor” ou “fofinho”, e deixar-lhe mensagens escritas em batôn no espelho da casa-de-banho (que depois são difíceis de remover para quem não tem desmaquilhante junto à espuma da barba)
Com uma Benedita um homem pode casar-se, sabendo que este formato anódino tem as características genéticas ideais para ser a mãe dos seus filhos, que certamente nascerão loiros, de olhos azuis e só perceberão que há pessoas que se tratam por tu quando na adolescência começarem a sair com os amigos para locais mais públicos do que aqueles a que se confina o seu restrito circuito. A desvantagem, é que as Beneditas, mesmo as hippie chic com um certo ar de rebeldia, no fundo são umas chatas que não permitem que um homem se sente de boxers no sofá com os pés sobre a mesa de apoio, com uma geladinha na mão num momento purificante de zaping.
Uma Vanessa não pode ser apresentada aos amigos, porque tenderá a cumprimentar toda a gente com dois beijos, descaindo-se ao fim de uns minutos de conversa para o “tu”, será exuberante nos decotes e nos saltos altos, dará gargalhadas estridentes e contará piadas atrevidas. A vantagem é que uma Vanessa é sempre muito mais divertida, mais sexy e ousada na cama e, apesar de não ter lido os clássicos da literatura, saberá alimentar uma conversa sobre carros, restaurantes, bares da moda e até sobre futebol, enquanto que o espectro de uma Benedita se confina às fofocas do social, às reclamações em relação à empregada, à subtil extorsão monetária para que se paguem aulas de alemão ao menino e de ballet à menina, ficando o troco para uma tarde no cabeleireiro com direito a brushing e massagem, seguida de um chá com as amigas.
Como ficamos?
Uma mulher quer um maricas à mesa e um jogador de râguebi na cama.
Um homem quer uma lady na mesa e uma louca na cama.
O Marco Paulo lá tinha a sua razão...

Tenho andado a conter-me.
Juro que tenho andado a evitar a piada fácil do homem que viu crianças a correr atrás de galinhas e afinal não se importa de correr atrás de coelhos.
Mas perante os últimos acontecimentos, com tanto borbadeamento informativo sobre o tema, é impossível não comentar o que se vai passando no nosso país de pequena política, quando algures por aí, entre Lisboa e Nova Iorque, pessoas da grande economia decidem o futuro próximo de quem vota mas não decide.
Não censuro que Nobre se junte ao PSD. A decisão é contraditória, ambígua, paradoxal, mas este candidato a Presidente demonstrou tantas vezes a sua curta memória e inabilidade política, que no fundo Nobre não está a ser mais do que coerente consigo próprio, na lógica do “cada cavadela, um minhoca”.
Questiono-me sim, como crê este Sr. Dr. que conquistou tantos fãs com o estatuto de anti-herói do movimento cívico, que exercendo o cargo de Presidente da Assembleia da República (P.A.R.) poderá ter na política um papel activo. A inexperiência política de Nobre é evidente, mas por certo este candidato - que concluo quer é ser Presidente de alguma coisa, porque se habituou ao título desde que passou pela AMI - nunca assistiu a uma enfadonha sessão parlamentar na AR TV.
O P.A.R.concede a palavra, gere tempos de intervenção, pede educadamente ao orador que termine a sua prédica, no limite sugere-lhe que se cale quando a intervenção excede o tempo de antena ou ultrapassa o tom que os níveis de educação no hemiciclo tomam como aceitáveis perante a baixa bitola da linguagem boçal e do insulto gratuito. O P.A.R. conta votos mas não emite juízos de valor nem sugere temas para debate.
Quanto ao facto de Nobre ser um homem que se assume como de esquerda e aceitar a ligação a um partido de direita o que tenho a comentar é que me parece cada vez mais que os políticos são comos os jogadores de futebol: marcam golos pelo clube que lhes paga o ordenado! Por exemplo, o Rui Costa sempre foi do Benfica, segundo consta, e não foi por isso que deixou de assinar contrato com outro clube e foi ao estádio da Luz marcar golos sem cerimónia nem vergonha.
Ainda hoje, se informava que Basílio Horta, que todos conhecemos como figura proeminente do C.D.S., ia ser cabeça de lista pelo P.S..
A viragem da esquerda para a direita e da direita para esquerda é pois uma coisa comum. Comum, mas não natural.
O equivalente a estas trocas de orientação ideológica é a alternância na orientação sexual: hetero porque é suposto, gay porque até está na moda, abstinência sexual quando se anda em baixa de forma, se alinha por uma religião fundamentalista ou se está simplesmente farto de brincadeiras a tender para o promíscuo.
Admiro bastante o discurso inteligente do Francisco Louçã mas jamais votaria no Bloco de Esquerda porque não subscrevo os pilares dogmáticos que sustentam as suas propostas governativas. Supostamente sou de direita mas desilude-me imenso esta forma de fazer oposição assente na negociação de tachos e cunhas em vez de marcação cerrada ao que se faz, se diz e se propõe nas reuniões do F.M.I.
A política desilude-me.
Quero votar e desta vez, mais do que nunca, tenho de fazer porque é esse o meu dever cívico se quero mudar o que me parece que está errado, ou no mínimo demonstrar o meu descontentamento, mas esta caça ao voto por índices de popularidade converte a governação numa espécie de comércio que me envergonha e indigna.
Um dia destes temos o C.D.S. a anunciar os “homens da luta” (no âmbito desta coerência disléxica) como futuros líderes de bancada só para conseguir “comprar” votos da malta que anda à rasca mas continua a usar sapatinhos de vela e pullover Paul & Shark por cima da camisa...

Raramente comento futebol.
Primeiro porque não aprecio, depois porque não percebo nada do assunto. Não sei o que é um livre-directo, um fora de jogo, de que terra é o Marítimo, nem porque carga de água existe no centro da cidade de Leiria um estádio que é um aborto arquitectónico do pior que já vi.
Interesso-me tão pouco pelo campeonato que ainda ontem fiquei surpreendidíssima quando li em rodapé, enquanto ouvia o Professor Marcelo, que o segundo golo tinha sido do Hulk. Há tanto tempo que não ouvia falar desta personagem com nome de figura de banda desenhada de cor verde, que até julguei que já tinha sido exportado para outro país.
Mas mesmo não percebendo nada de futebol, e apesar de estar agora sem acesso aos canais do cabo – desvantagens de morar num prédio com andares ainda na fase de acabamentos -, logo sem possibilidade de me ir actualizando com os comentários extraordinários daquele fulano que veste à palhaço rico e que aparece aos domingos na SIC Notícias a dissertar teorias filosóficas sobre o universo do esférico, há coisas que me vão chegando aos ouvidos.
Soube ontem que o F.C. Porto se sagrou campeão na Luz.
Por acaso este é o clube da minha terra e é inevitável que eu, mesmo que agnóstica em relação ao campeonato, sinta um inexplicável orgulho com esta conquista do título. É um sentimento similar ao que partilhamos quando Portugal dá show num campeonato do Mundo (ou da Europa?) mesmo com um treinador que é brasileiro e com jogadores naturalizados à pressa para poderem ser assimilados por osmose na selecção. Esta identidade com a pátria também nos faz corar de vergonha quando o treinador da equipa de todos nós desenvolve especulações sobre polvos – não o da Alemanha que acertava nos resultados dos jogos -, associando análises ao xixi dos craques a hediondas conspirações políticas. Mas isso são outras histórias...
Percebo que entre o F.C. Porto e o S.L. Benfica exista uma certa rivalidade. É normal. Para mim esta contenda ente norte e sul é coisa de gente ignorante, mas também quem gosta de futebol e vibra com esta coisa de homens suados a correr atrás de uma bola durante noventa minutos não é propriamente dado à intelectualidade.
Tenho percebido também que entre os dois misters (raio de nome!) que comandam estas equipas – o betinho do Porto e o Zeca Estacionâncio do Benfica – tem havido uma certa troca de palavras não necessariamente elegantes nem carregadas de sabedoria.
Se até posso considerar natural que estas trocas de galhardetes existam, porque fazem parte da cultura futebolística e da típica linguagem que se fala pelas tascas, mesmo quando polidas com um toque de arrogância à Mourinho, não me parece de muito bom tom que alguém no Estádio da Luz tenha distraidamente desligado os holofotes quando a equipa do Porto comemorava o título.
Acho feio.
Já não basta termos no Porto um Presidente da Câmara boavisteiro – coitado – que não deixa que a malta do Pinto da Costa suba à varanda do edifício do burgo para mostrar a taça ao povo das tripas, temos ainda de levar com um apagão num estádio, que metaforicamente se chama “da luz”, e um refrescante banhinho de água quando por engano alguém antecipou o arranque do sistema de rega.
Pinto da Costa, no seu inconfundível estilo irónico, lá comentou que a comemoração da vitória às escuras era uma experiência inovadora. Comento eu que se quisermos ver a coisa pelo lado poético, até se pode considerar romântica a comemoração desta vitória entre abraços à média luz.
Do pouco que percebo de futebol, mas porque a minha memória lá regista alguns episódios que ficaram para a história, já que esta coisa aconteceu no estádio das águias, antes um corte de energia e um banho de água do que um bombardeamento com pedras e very light.

Todos temos um plano B.
(Nós cá pelo Porto ainda temos a sorte de ter um bar com este nome que fica na zona das galerias e cuja visita recomendo…)
É aquela coisa de sonhar com a casa em cima da praia, o duplex com terraço com vistas de mar, a Volvo V70 cross country, a mala Gucci, os sapatos Manolo Blahnik, as viagens para as compras de Natal em Manhattan, o jatinho privado para um jantar romântico na Sardenha ou para ir dar um mergulho de sereia num mar azul turquesa; mas depois termos de nos contentar com a casa com uma prestação compatível com o nosso ordenado, vistas de mar só nas férias, num hotel com quartos superiores em promoção no booking ou fora de época, um Volvo que é um autocarro, ou com sorte a viatura que nos concede a empresa, malas da Parfois, sapatos da Zara, jantares em restaurantes com ares de Tribeca e mergulhos em lençóis perfumados que nos aconchegam os sonhos com férias.
Todos temos como ícones de vida o champanhe e o caviar, mas contentamo-nos com tremoços e umas cervejas. Chama-se a isto capacidade de sobrevivência. Se não conseguirmos aceitar com gratidão aquilo que a vida nos dá, se passamos o tempo a alimentar quimeras, o risco de frustração fica de tal forma exponenciado que só conseguimos sair da raiva que nos enclausura e tolda os sentidos batendo com a cabeça numa parede (até à perda de consciência e o mítico encontro com o S.Pedro).
A sabedoria, a experiência, revistas como a Maria, a Vogue e a Happy, livros como os que escreve a Margarida Rebelo Pinto e crónicas na Caras do Paulo Coelho, ensinam-nos que sim, de facto é importante ter objectivos, que claro, que estes têm de ter um mínimo de tangibilidade para que sejam fonte de ânimo e não de desespero, mas que também, mais vale dar um desconto entre a 10 a 50% para aquilo que se pretende, não vão as coisas correr mal e os nossos projectos naufragarem em mar alto ou morrerem na praia como tantas vezes sucede.
Por isso, quase inconscientemente, para cada plano de vida, engendramos uma alternativa. Ou várias.
Assim como a selecção vai para um Mundial a dizer que fica contente se chegar aos oitavos de final, também nós podemos dizer convictas que não precisamos de um homem que seja giro desde que seja inteligente, se não for muito inteligente pelo menos que não diga muitas idiotices que nos causem embaraço em público, que até antecipamos que podia chover no fim-de-semana por isso tiramos o biquíni do armário mas, pelo sim pelo não, também fomos ao caderno de lazer do Expresso ver que filmes andam pelas salas de cinema.
Nós termos um plano B, ou C ou D, ou XYZ, é bom, é normal, é saudável e recomendável.
O que quer que seja que nos aconteça podemos sempre argumentar que foi uma das nossas escolhas. E foi. Talvez não a preferida, mas uma das consideradas.

Agora sermos o plano B de outra pessoa é uma maldade caústica.
Imaginem saberem que o nosso namorado nos escolheu porque levou um corte da nossa melhor amiga. Descobrir que ficamos com aquele posto de trabalho porque mais ninguém o queria, ou porque quem a entidade patronal desejava, por questões éticas de razão espanhola, não estava disponível.
Quando somos nós que escolhemos, seja qual for o valor da escolha, podemos sorrir com orgulho porque conseguimos aquilo que não nos importávamos de ter. Quando somos seleccionados porque quem nos escolheu não conseguiu quem queria, a coisa deve doer, ali naquele pedacinho de consciência onde fica a nossa auto-estima, o nosso orgulho e o nosso ego.
Mas a vida nem sempre é justa. Há um homem para cada sete mulheres, muitos desempregados e poucos empregos disponíveis, pelo que, em épocas de crise em que a oferta escasseia, temos mesmo de disfarçar com um sorriso quando nos desenham na testa a letra B.

Não percebo nada de futebol nem dos movimentos que se passam sobre o relvado, nas direcções dos clubes e nos balneários. Mas como com a minha experiência de vida já vou percebendo alguma coisa sobre como se comportam estes bichos que são as pessoas quando têm de sobreviver num contexto profissional, não consigo evitar tecer alguns considerandos em relação ao caso do Carlos Queiroz:
Agora que, esgotada a paciência de quem esperava que ele cedesse à pressão e se despedisse, o seleccionador nacional foi mesmo mandado embora, Queiroz saí pela porta pequena mas não baixa os braços. Quanto à novela futebolística que se avizinha ficamos à espera dos próximos episódios… Com tranquilidade…
Teorias dos outros
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